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08.08.2012

Trecho da coluna de Rosangela Bittar no jornal VALOR ECONÔMICO, cujo título e Combinada, defesa individualiza talentos

“Esses advogados estão há muito combinando estratégias, reuniram-se várias vezes em São Paulo, mas o momento real fez aflorar as diferenças, o talento de cada um, a experiência. Nas avaliações feitas em Brasília, inclusive em meios jurídicos, o melhor de todos foi Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério. Conciso, direto, claro, citou crime por crime de que seu cliente foi acusado pelo chefe do Ministério Público e rebateu um a um, argumentando com dados do processo.

A principal alegação de Leonardo é que tudo o que foi citado como prova e obtido sem o contraditório não pode ser usado para condenação criminal. Nesse caso estão as evidências reunidas em CPI e em inquérito da Polícia Federal. Condenação penal não aceita prova sem contraditório Leonardo referiu-se longamente a isso, ao fato de que condenação criminal só é possível quando há o contraditório.

Da mesma maneira que fez o advogado de Marcos Valério, outros utilizarão esse dispositivo do Código de Processo Penal para repelir o procurador. Sem perder o foco no processo, e além dessa questão substantiva, Leonardo seduziu a audiência em dois momentos. A forma como destacou o relator e o tribunal: lembrou que era o primeiro advogado mineiro a usar aquela tribuna e gostaria de homenagear o tribunal nas pessoas dos ministros mineiros Carmem Lúcia e Joaquim Barbosa. Fugiu dos incensos aos caramurus em que se transformam os juízes das causas difíceis. E não perdeu a objetividade nem mesmo no final, em que pretendeu emocionar ao dizer que Valério raspou a cabeça em solidariedade ao filho de seis anos que teve câncer.”